🌙 Remédios para dormir podem aumentar o risco de demência?
O que a ciência descobriu e o que você pode fazer a respeito
Você já olhou para o teto às duas da manhã, com o coração acelerado e a mente disparada, e pensou que aquele comprimidinho seria a única saída? Muita gente sente isso. E compreender esse momento sem julgamentos é o primeiro passo para cuidar bem de você.
Mas um estudo recente acendeu um sinal de atenção que merece ser levado a sério. Pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) acompanharam cerca de 3 mil idosos ao longo de nove anos e encontraram algo preocupante: existe uma possível associação entre o uso frequente de medicamentos para dormir e o aumento do risco de demência.
🔬 O que os números revelam
Durante o estudo, cerca de 20% dos participantes desenvolveram alguma forma de demência. Entre aqueles que usavam medicamentos para insônia com regularidade, como zolpidem, clonazepam e diazepam, o risco chegou a ser até 79% maior em alguns grupos específicos analisados. São remédios que atuam diretamente no sistema nervoso central, promovendo sedação e induzindo o sono. Funcionam, sim. Mas o uso prolongado pode impactar funções cognitivas como memória e concentração de formas que ainda estamos aprendendo a entender.
É claro que os próprios pesquisadores foram cuidadosos em seus apontamentos. O estudo não prova que esses medicamentos causam demência. O que ele mostra é uma associação, e isso já é suficiente para merecer toda a nossa atenção. Fatores como a própria insônia crônica, a ansiedade persistente ou outras condições de saúde também entram nessa equação.
💛 Isso não é motivo para pânico, é motivo para cuidado
Se você usa esses medicamentos, a última coisa que deve fazer é parar de repente por conta própria. Isso pode ser perigoso. O que faz sentido é conversar com seu médico, trazer essas dúvidas para a consulta e construir juntos um caminho que respeite seu corpo e sua história.
Existem alternativas que a ciência apoia com muito entusiasmo. A terapia cognitivo-comportamental para insônia, por exemplo, é considerada hoje o tratamento de primeira linha pela medicina do sono. Ela ajuda a identificar e modificar os pensamentos e comportamentos que sabotam o descanso. Em alguns casos, a melatonina também pode ser uma opção, sempre com orientação de um profissional de saúde.
🌿 O sono é um ato de amor próprio
Se você usa esses medicamentos, a última coisa que deve fazer é parar de repente por conta própria. Isso pode ser perigoso. O que faz sentido é conversar com seu médico, trazer essas dúvidas para a consulta e construir juntos um caminho que respeite seu corpo e sua história.
Existem alternativas que a ciência apoia com muito entusiasmo. A terapia cognitivo-comportamental para insônia, por exemplo, é considerada hoje o tratamento de primeira linha pela medicina do sono. Ela ajuda a identificar e modificar os pensamentos e comportamentos que sabotam o descanso. Em alguns casos, a melatonina também pode ser uma opção, sempre com orientação de um profissional de saúde.
FONTES:
Texto: Marcelo Godinho
Site: Estratégias do Alzheimer
Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) publicada na revista científica Journal of Alzheimer’s Disease.
Blackwell, T. “Benzodiazepine use and risk of dementia among older adults: a population-based cohort study.” UCSF / JAMA Network. Disponível em: jamanetwork.com
Brasure, M. “Psychological and behavioral interventions for managing insomnia disorder.” Annals of Internal Medicine. Disponível em: acpjournals.org
American Academy of Sleep Medicine (2024). “Clinical practice guideline for the pharmacologic treatment of chronic insomnia in adults.” Journal of Clinical Sleep Medicine. Disponível em: jcsm.aasm.org


